sexta-feira, 9 de março de 2018

O conhecimento é que nos faz avançar...





Estamos sempre, em nossa existência física ou espiritual, recebendo novos conhecimentos, novas informações, novas possibilidades e perspectivas, para avançarmos e, assim, enriquecermos nossa personalidade, e de acordo com as prioridades imediatistas que definimos para nós atualmente, através do nosso livre arbítrio, disso nos aproveitamos de forma positiva ou negativa, escrevendo assim diariamente a nossa história evolutiva, de acordo com nossas decisões e escolhas.

Aquele que levianamente ainda se entrega a vícios e sentimentos negativos, sem ainda se preocupar em buscar sua transformação espiritual, mesmo que venha a ser convidado à leitura edificante, a conhecer os exemplos e a postura do verdadeiro homem de bem, baseada na ética, na honestidade, na sinceridade de intenções, visando sempre o bem comum, e não apenas aquilo que lhe trará prazer imediato, dificilmente estará aberto a compreensão, ao entendimento, desprezando quaisquer conselhos e orientações no sentido que venha a rever suas atitudes, ainda mais porque, em sua concepção, apoiado mesmo pela forma de conduta de nossa sociedade atual, nada mais está fazendo que lutar de igual para igual com aqueles que cruzam sua existência diária, quando aprende a ver no próximo em vez de irmãos, apenas adversários, inimigos a serem vencidos.

Para aqueles que preferem as formas exteriores, as convenções, os que encaram a espiritualidade ou a religiosidade como um dever social a ser cumprido, também dificilmente estarão abertos a novos conhecimentos, a novas descobertas, a novos aprendizados, por não desejarem, até mesmo por comodidade, rever seus conceitos, sua forma de viver, o que os levaria, provavelmente, a assumirem maiores responsabilidades individuais, a renovarem seus pensamentos, a forma pela qual se comunicam, onde não mais poderiam delegar sua renovação, sua transformação, a simples dogmas e rituais a serem semanalmente cumpridos, onde se preocupam apenas em seguir orientações ou ordens de homens que se colocam como medianeiros diretos entre eles e a divindade.

Ao não terem que se preocupar com novos conhecimentos, com mudanças, se esquivam de assumir novas responsabilidades, novos compromissos, não só com o próximo, ou com as instituições religiosas a que se filiam, mas também, consigo mesmos, com seus íntimos, com os sentimentos que governam suas vidas, com aquilo que sentem e que produzem diariamente em relação a sua interação com as pessoas e com o mundo onde vive.

Assim costumamos agir não só em se tratando de nossa religiosidade ou da nossa espiritualidade, mas também, em nossa luta diária, onde refreamos a nossa curiosidade, a nossa sede de saber, por diversos motivos, como a comodidade, a preguiça, o medo de novos desafios, ou de nos vermos obrigados a abandonar nossa zona de conforto, por acharmos que não temos condições de aprender, por nos desvalorizarmos, não nos considerando inteligentes ou aptos para mudanças, para renovações, para evoluirmos como seres humanos, parando no tempo, satisfeitos com o pouco que conquistamos, com velhas desculpas e justificativas para nos mantermos distantes do estudo, do aprendizado, única forma real de aspirarmos novos feitos, novos estágios.

Felizes daqueles que independente da idade, da classe social, do estado civil, das limitações físicas, se mantém sempre ativos para novos desafios, para novas experiências, acompanhando, como possível, a evolução humana e da sociedade onde vivem, de mente aberta, sem se apegarem a lugares comuns, a convenções, a dogmas sociais ou religiosos, buscando no entendimento próprio, no esforço, na curiosidade sadia e impulsionadora, suas perguntas, seus questionamentos, suas respostas, não apenas comodamente se deixando manipular e levar por aquilo que a conveniência humana resolve diariamente a ditar como regra, vindo a ser, efetivamente, o condutor seguro de seu destino.

Jesus, Nosso Amado Mestre, definiu que muito será cobrado daquele que muito recebeu, e assim tem que ser.

O conhecimento é que nos faz avançar, nos faz crescer, pois, quanto maior capacidade realizadora, quanto maior experiência, quanto maior discernimento e percepção, maiores serão as nossas chances, no plano físico de melhorar, de enriquecer, de chegar ao poder, e consequentemente, maior será nossa responsabilidade quanto ao uso de tudo aquilo que conquistarmos para nós, por tudo que fizermos de positivo e de negativo, por todo bem que realizarmos e por todo aquele que deixarmos de fazer.

Muitos espíritos encarnados e desencarnados, que alimentam paixões degradantes, vícios, que são expoentes da inferioridade humana, são mentes altamente capacitadas, são sumidades em inteligência, em coragem, em iniciativa, em discernimento, líderes natos e capazes de grandes realizações, de unir exércitos, de manipular e aliciar àqueles que ainda se deixam convencer e arrastar, os que preferem ser guiados do que se esforçarem por caminhar com suas próprias forças e suas próprias razões.

Porém, por mais que tenham esta capacidade, por mais que a tenham adquirido por seus próprios esforços, por suas próprias disciplinas, rígidos e intimoratos em seus objetivos, são limitados naquilo que podem atingir, pois, não terão, na espiritualidade, acesso a novas informações, a novos conhecimentos, não porque não tenham capacidade de assimila-los, mas por não deterem sentimentos e intenções que lhes franqueiem novas possibilidades, infinitas oportunidades.

Assim, comandam, dirigem, tem poder, mas se bloqueiam, restringindo seu raio de ação, raio este que por mais que pensem ser abrangente, por mais que imaginem sua grandiosidade, longe estão de perceber o quanto insignificantes são em relação as possibilidade daqueles que se dedicam até mesmo com menos capacidade intelectual que eles, as forças e as tarefas do bem.

O caminho é o bem, independente de vivermos dedicados ou não a nossa religiosidade, o importante é desenvolvermos os valores éticos e morais que garantem a paz, o entendimento, o respeito, a civilidade.

Ao buscarmos crescer, aprender, melhorar como individualidade, seja qual for o nosso objetivo imediato, seja nas nossas relações pessoais, familiares, seja em âmbito profissional ou em outras atividades que no sintamos atraídos, o importante é que estas conquistas sejam acompanhadas com vitórias íntimas, com a renovação de nossos sentimentos, de nossa forma de agir e reagir aos embates da vida, aprendendo a viver com humildade, com imparcialidade, com tolerância, aprendendo a perdoar e a pedir perdão, aprendendo o real valor da amizade, e, principalmente do amor.

Não há dúvidas, sejamos cristãos ou não, seguindo ou não alguma corrente religiosa, que como Exemplo, como Guia, como Roteiro, teremos sempre o Mestre Jesus, com seus conceitos de paz, de solidariedade, de coragem e de amor. Saibamos segui-Lo e compreende-Lo em sua essência.

Nós, espíritas que somos, não temos como negar ou ignorar a necessidade preeminente do conhecimento, do estudo, de nos libertarmos das amarras que até então quiseram nos impor em relação a essência cristã, ao verdadeiro sentimento do bem, a necessidade de resgatarmos nossas faltas, a nos atermos a nossa necessidade de transformação espiritual, cientes que devemos estar que só através do estudos e da prática poderemos avançar e não mais, como em tantas outras vezes, desperdiçar esta oportunidade no plano físico de algo melhorarmos, de algo avançarmos, na direção de nossa conquista individual, visando a novos e importantes desafios futuros.

Para quem não mais ignora, não mais a desculpa de que não sabia o que tinha que fazer, perde-se o beneplácito da ignorância, e assim, querendo ou não, ligado se encontra ao compromisso com o próximo, com a coletividade onde vive, com Deus, é, essencialmente, consigo mesmo.

Para aquele que, feliz estando por tudo que até agora aprendeu, quer algo levar também para seus irmãos do caminho, lembre-se da recomendação de Jesus, não atire pérolas aos porcos, não desperdice seu tempo com debates, com discussões estéreis, tentando convencer aqueles que não querem ser convencidos, a estes deixe o tempo, ninguém melhor que ele para leva-los, mais cedo ou mais tarde, a conhecer a única Verdade, entre tantas outras banais realidades.

Use seu tempo com os que querem ouvir, os que querem aprender, os que têm a boa vontade, com aqueles que questionam, que buscam conhecer na razão a força inabalável do coração e da fé no caminho do Bem.  


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