quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

"Do Amor nunca é demais falar..."








Para que possamos afirmar de forma pura e sincera que amamos e confiamos em alguém, de acordo com a essência que estes sentimentos representam, precisaremos já ter caminhado por um bom período entre diversas experiências reencarnatórias, aprendendo e assimilando, lutando contra nossos sentimentos e instintos inferiores, superando a influência, quando desequilibrada e negativa, do sexo e das efêmeras e ilusórias paixões.

Ainda tendo o Amor Puro, como parâmetro, poucos são os que, em nossa atual humanidade terrestre, podem categoricamente declarar que ame a outro ser e que nele confie completamente, e isto, nos mais diversos tipos de relacionamentos afetivos em que o amor deve estar presente, como entre cônjuges, pais e filhos, irmãos, amigos, etc.

Isso ocorre, principalmente, porque o amor em sua pureza e a confiança plena e segura precisam, para coexistir, se sobrepor e superar à outros sentimentos que ainda dominam, em menores ou maiores proporções, a todos nós, distantes que estamos de erradica-los de forma absoluta de nosso íntimo, dos nossos mais secretos anseios e desejos, que são: o egoísmo e o orgulho!

Ainda tratamos o Amor como posse, confiança como obrigação, como imposição; queremos dominar e comandar àquele a quem dizemos amar e confiar, exigindo que se porte exatamente como desejamos, como consideramos ser o adequado a nossa forma de viver um relacionamento, sendo, inclusive, em algumas oportunidades, tal a nossa submissão íntima ao egoísmo, que a forma que desejamos ser tratados é a oposta como a qual o tratamos, ou seja, desejamos submissão, mas não somos submissos, controlamos os passos, mas queremos liberdade plena, clamamos por fidelidade, mas buscamos outras companhias, entre tantas outras discrepâncias do que queremos em relação ao que fazemos, tal o desequilíbrio que os sentimentos inferiores que nos dominam produzem

O verdadeiro e puro amor, em si, já carrega a confiança plena e total, sem nada impor, sem nada exigir, sem nada questionar; em sua plenitude, ele compreende as diferenças, as limitações; ele sabe das possibilidades de erros e acertos, ele é perdão em sua essência; o puro amor sabe que tem o tempo à seu favor, que tudo se resolverá, que o destino final é a união; ele não apressa, não sofre, não faz sofrer; o puro amor é amizade, é solidariedade, é fraternidade, é renúncia, é luz eterna e própria; o verdadeiro amor é refrigério, é remédio para a alma, ele cura, trata, refresca; quem ama em toda sua essência e pureza é cúmplice, sabe esperar, sabe plantar para colher, vive o presente com a certeza que o futuro lhe reserva a paz, a concórdia, o conhecimento, a felicidade.

O Puro Amor é aquele que Jesus Cristo veio ensinar, vivenciar e exemplificar em sua passagem pela Terra, Ele Amou seus pais e seus irmãos; Ele Amou aos seus apóstolos e aos que o seguiram; Ele Amou aos que o contradiziam e tentavam o fazer falir; Ele Amou a quem o traiu; Ele amou a quem o ofendeu, o agrediu, o crucificou.

Mesmo tendo injustamente sofrido, sua última palavra ainda foi por nós, ainda foi para que o Pai nos perdoasse, porque apesar de tudo, a sua confiança na humanidade terrestre não foi abalada, porque sabia Ele que o futuro e o tempo nos trariam a aceitação e a submissão de tudo aquilo que veio nos ensinar, nos exemplificar, sabia que ainda não estávamos plenamente aptos a compreendê-lo, mas que suas sementes um dia iriam frutificar.

Está, talvez, na hora, de pararmos de considerar o Mestre como uma figura mitológica, lendária, de o colocarmos em um pedestal inatingível, porque Ele veio até nós como um irmão maior, veio para nos servir de exemplo, deixando claro que a superioridade que Ele atingiu nos é franqueada, nos é possível conquistar, mas que para isso temos que caminhar, que avançar, que lutar, precisamos estudar, trabalhar, viver as nossas existências físicas e espirituais focados e disciplinados em realizar o nosso melhor no bem, que precisamos alijar as cargas negativas que acumulamos por séculos, por vidas, e que para isso depende e dependerá sempre de nós.

Olhando pela janela, olhando o sol, que possamos pensar, bem, hoje é um bom dia para começar.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

"Pensamento"




“...a mente desvairada emite forças destrutivas; que, se podem atingir aos outros, alcançam, em primeiro lugar, o cosmo orgânico do emissor...”


Já vimos em estudos anteriores das máximas de André Luiz, o quanto é relevante e importante nos acontecimentos e nas situações que enfrentamos, assim como muitas das alegrias e tristezas, sucessos e fracassos, delas decorrentes, a força do nosso pensamento, das nossas criações mentais, capazes que são de construir ou destruir, iluminar ou obscurecer nossa atual existência.

São nossas prioridades, os nossos objetivos, o que desejamos diariamente, que geram o impacto positivo ou negativo que elas podem vir a representar em nossas vidas, e o grau de influência e materialização efetiva que delas faremos uso.

O que, entretanto, mais podemos ressaltar nesta passagem, é o fato de que, por mais que nos esforcemos, ou nos determinemos em algo produzir, em algo interagir com o mundo e com nossos irmãos do caminho, segundo nossas criações mentais, as energias por elas geradas e emitidas passarão e atingirão, primeiramente, sempre a nós mesmos, ao nosso corpo espiritual e, consequentemente, físico, auxiliando ou afetando nosso equilíbrio, de acordo com o tipo de força que produzirmos.

Emitindo pensamentos bons, positivos, construtivos, agregadores, ao imaginarmos situações benéficas para nós, para o próximo, para o ambiente onde vivemos, baseando nossas intenções mais íntimas nos conceitos cristãos, onde a paz, a tolerância, o perdão, a caridade, a sinceridade, a fraternidade, o amor estejam presentes, estas energias percorrerão inicialmente, antes de se exteriorizarem apenas na forma de pensamentos ou em efetivas atitudes, o nosso espírito, o nosso períspirito, o nosso corpo físico, iluminando-os, fortalecendo-os, positivando-os com toda carga realizadora que trazem consigo, potencializando nossa capacidade no bem, nos tornando aptos a, da mesma forma, captar e receber as energias emitidas por nossos irmãos do caminho, encarnados ou desencarnados, formando também um escudo a nossa volta, que nos protegerá contra possíveis investidas de irmãos mal intencionados, que queiram de alguma forma nos atrair ou prejudicar com seus deletérios pensamentos, com suas inferiores intenções.

Uma das principais formas de canalizarmos estas formas pensamentos para o bem, para nosso próprio benefício e para todos que nos rodeiam, atraindo para nós ainda mais positividade e amor é através da oração, da concentração e canalização das nossas forças mais íntimas, focados na conversa mental com aqueles que, superiores, podem nos fortalecer e nos ajudar na aquisição e manutenção do equilíbrio, que nos permitirá não só a realização de nossos objetivos maiores, como também, a nos mantermos atentos, disciplinados e vigilantes, para que não venhamos a fraquejar, voltando, atraídos por circunstâncias inúmeras, aos nossos instintos e sentimentos negativos e inferiores, ainda não totalmente dominados e expurgados de nossa individualidade eterna.    

A oração, a concentração para a formação de nossas formas pensamentos, nos auxilia a manter contato com nossos benfeitores espirituais, nosso anjo da guarda, com Nosso Amado Mestre Jesus, com Nosso Pai, gerando a nossa volta uma energia capaz de transformar ambientes, posturas, nos unindo as forças positivas de nosso planeta, dentro de nossa capacidade realizadora, para cumprirmos nosso papel como tarefeiros do bem, por mais que seja limitada nossa área de atuação, a abrangência de nossas ações, mesmo que estejamos limitados a auxiliar apenas aqueles que mais intimamente convivemos nesta experiência terrestre.

Ao pensar, ao imaginar, ao sonhar, ao planejar uma situação, muitas vezes atraímos para nós irmãos espirituais que com elas se afinem ou que tenham interesses próprios similares, quando eles passam não só a potencializar nossos desejos, mas também a gerar situações no nosso dia a dia para que eles venham a se materializar.

Infelizmente este processo de socialização, de acumpliciamento, existe e é real, não só para realizações e desejos positivos, voltados ao bem, mas também para que venhamos a efetivar nossos anseios inferiores, nossos desregramentos, nossos vícios, quando conquistamos com nossa imprevidência indesejáveis parceiros, atraídos por nossos inconsequentes pensamentos.

Da mesma forma que geramos formas pensamentos influenciando o ambiente e as pessoas do nosso convívio, somos constantemente influenciados por nossos irmãos do caminho, também de forma positiva ou negativa, de forma sutil ou ostensiva, por vontade própria ou de forma circunstancial.

Principalmente originárias do plano espiritual, muitas formas pensamentos nos são emitidas, vindo a fazer parte de forma temporária da nossa tela mental, que têm como objetivo nos fazer pensar ou avaliar situações que podem vir a interferir em nossas existências, gerando desejos ou repúdios, quando amigos, cúmplices, adversários, tentam, de acordo com os sentimentos que os movem, superiores ou inferiores, nos proteger, nos sugerir posturas, atitudes, nos fazer antever fatos, acontecimentos, nos avisar de perigos, de pessoas mal intencionadas, ou para elas nos arrastarem.

O importante, sempre, é ter a consciência que somos nós donos de nossos destinos, tendo o poder maior sobre nossas criações, nossas realizações, sendo os responsáveis por tudo que gerarmos de positivo ou de negativo, através de nossos pensamentos, de nossas palavras, de nossos atos, e desta forma, com plena capacitação de aceitar ou rejeitar tudo que nos é emitido, nos é sugerido, como a qualquer energia que não tenha sido por nós gerada.

Cada um tem a força íntima capaz de escolher para si o seu caminho, de acordo com aquilo que deseja e acredita, atraindo para si as companhias que desejar, boas ou ruins, de acordo com a sua concepção do que é certo ou errado, acarretando para si as consequências, as reações naturais de suas escolhas, de suas decisões.

O Mestre afirmou que é o Caminho, a Verdade, a Vida, desta forma, tendo o modelo a seguir e a direção a tomar, que cada um escolha a sua própria estrada para chegar ao destino traçado.


Que seja a estrada do bem, da paz e do Amor. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

"Perdão"











Muito de nós aproveita-se de qualquer situação adversa que surja, não importando o agente causador, se outrem ou a natureza, para, assumindo uma falsa concepção de vítima, de lesado, prejudicado, nisso crendo ou não, auferir para si regalias, privilégios, atenção, recompensas, indenizações, sem tornar como deveria, como prioridade, sua recuperação, em dar continuidade em sua vida, desculpando, relevando, ciente de que, se hoje por algum motivo veio a sofrer um agravo, em algum momento de sua existência, na atual ou na pregressa, inevitavelmente, pelo atual estágio evolutivo que todos estamos passando em nosso planeta, tenha também feito o mal a alguém, ao próximo.

A pior vítima é aquela que além de não perdoar, de não oferecer a outra face, como recomendou o Cristo, de insistir em guardar mágoa ou ódio no coração, é a que se faz de oportunista, quando se aproveita do arrependimento de seu agressor, da fragilidade que o remorso deixa em seu estado íntimo, para lhe infligir as mais severas penas, os mais absurdos insultos e depreciações, para lhe colocar em posição de devedor, de subalternidade, aproveitando-se para tirar vantagens pessoais, para exigir promessas, posturas, através até mesmo de ameaças, exagerando o agravo sofrido e condicionando de diversas formas a sua desculpa, o seu perdão, o seu esquecimento, a reconciliação.

O oportunismo, o ódio, a revolta, o desejo de vingança, são sentimentos que fazem com que a pretensa vítima, assuma em curto espaço de tempo, em razão do seu desequilíbrio, a posição de algoz, de agressor, tomando em alguns casos atitudes, na desforra, que ultrapassam em grau e intensidade, o mal que sofreu, gerando para si, consequentemente, para o futuro, imediato ou distante, dores e sofrimentos ainda maiores dos que teve que passar pelo mal que lhe fizeram.

A falta de caridade, de tolerância, de compreensão, de humildade, pode vir a cegar aqueles que sofrem algum tipo de dano, muitas vezes quando se deixam levar pela vaidade, pelo orgulho ferido, que potencializa a agressão sofrida, fazendo com que até mesmo pequenos desentendimentos ganhem proporções maiores que deveriam, com consequências mais graves, que acabam por mudar a vida tanto daqueles que a princípio fizeram o mal, como daqueles que, por não perdoar, também passaram para a condição de agressor, pela retaliação, pelo revide.

Não é fácil sofrer um mal, uma agressão, uma injúria, uma traição, e simplesmente perdoarmos, relevarmos, ainda mais quando este mal não nos é diretamente direcionado, mas sim as pessoas a quem amamos, como as nossos filhos, ainda mais quando notoriamente somos vítimas de pessoas que ainda distante estão da civilidade, da convivência social em comum.

O que precisamos avaliar é o quanto nossa reação no mesmo grau de intensidade da agressão recebida irá fazer com que o nosso sofrimento deixe de existir, a nossa situação seja resolvida, se o mal que sofremos seja revertido.

Será que encontraremos a paz e o lenitivo causando a dor, reagindo com o mesmo sentimento que motivou o agressor?

Entendemos que só se consegue atingir este intento ao esquecer a ofensa, ao deixar que a lei humana ou quando não, que a vida, ensine a quem nos fez o mal, dando a nós o direito a liberdade, seguindo em frente, buscando no recomeço, na retomada de nossa jornada, a cicatrização das feridas, a assimilação das lições recebidas, para encontrarmos no bem, na paz da consciência, o verdadeiro caminho da felicidade.

Se ainda não conseguimos perdoar, procuremos esquecer, não alimentar dentro de nós sentimentos inferiores como o ódio, a revolta, pois, seremos os maiores sofredores, só atrairemos mais dor, mais negatividade, além de companhias espirituais que se afinarão com essa postura, nos prendendo em formas pensamentos que irão obscurecer ainda mais nossa razão, nos afastando do equilíbrio íntimo, da possibilidade real de refazimento e recuperação.

Jesus recomendou perdoar não sete, mas setenta vezes sete, que nos reconciliemos com nossos inimigos enquanto com ele estivermos no caminho, que ofereçamos a outra face, tudo para mantermos dentro de nós, em qualquer circunstância, viva a chama do amor, a que nos levará a perdoar, a compreender as diferenças evolutivas, reconhecendo que Deus sabe sempre o que é melhor para cada um de nós, que nossa vida é eterna, e que o que hoje fizermos, amanhã se voltará para nós como reação, assim como nosso passado, hoje, se reflete em nosso presente.

Aquele que tiver sem pecado que atire a primeira pedra!


Que assim seja!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

"Amor"




O principal alimento, gênero de primeira necessidade e imprescindível para a vida, para o equilíbrio físico e espiritual, para a felicidade, para a paz, é o Amor!


Com ele a guiar nossos passos, sendo o fato gerador de nossas escolhas e decisões, outros sentimentos básicos para nossa transformação espiritual para o bem irão aflorar de forma lógica e contínua, pois dele derivam, como a amizade, o respeito, a fraternidade, a caridade, a paciência, a tolerância com as diferenças, a tudo simplificando, a tudo perdoando e relevando, na pureza que sua essência transmite a todos que se esforçam para fazê-lo florir de seus íntimos.


Quando não só o homem como individualidade, mas sim, o todo; a maioria da humanidade terrestre, independente de religião, de nacionalidade, de raça, de preferências políticas, conseguir fazer com que essa força divina, o Amor, prevaleça; quando essa maneira de viver, de sentir, de se expressar, de encarar os problemas, as dificuldades, as controvérsias, as diferenças, predominar à frente dos argumentos, das palavras, das atitudes, tudo se tornará mais simples, mais claro, de mais fácil solução.


Não mais haverá a necessidade de se impor condições, mas sim, apenas, compartilhar ideias, sugestões, considerações, mais facilmente se chegando a acordos, a entendimentos, a resultados práticos e positivos para todos os que se vejam envolvidos em situações contrárias ou com diferentes objetivos.


Quando o Amor dominar a maioria dos espíritos, será a fonte principal de energia da sociedade, o homem o encontrará onde for, em qualquer lugar, em qualquer ocasião, em qualquer situação que precise viver ou passar.


Em qualquer circunstância encontraremos pela frente um amigo, alguém bem intencionado, alguém que nos deseja o bem, que nos respeita. Encontraremos quem por nós não terá inveja, não cobiçará o que nos pertence, que não se incomodará com o nosso sucesso, que irá nos auxiliar a nos reerguemos no nosso fracasso, que verá a nossa felicidade como incentivo a sua própria felicidade.


Quando nossa humanidade atingir a este estágio ela terá o amor como principal alimento, a amizade será o soro renovador, o respeito será o remédio sempre indicado, a fraternidade será a água que sacia a sede.


Utopia? Um sonho irrealizável?


Será esperar demais que o ser humano consiga chegar ao estágio que tenha como fonte íntima, como guia infalível o Amor em sua essência?


Um dia teremos o Amor como parâmetro a ser seguido pela maioria das pessoas, quando o bem estará presente em todos os corações, quando o forte terá como objetivo maior amar e fortalecer ao mais frágil, onde o mais inteligente irá instruir ao que ainda tem dificuldade de compreender, que o são irá amparar e cuidar do enfermo, onde a igualdade de direito e de conquista seja algo real, garantido o êxito para aquele que se esforça, que luta, que se disciplina a melhorar e a se elevar.


A essência do nosso Universo é o Amor, se somos ainda incapazes de definir a Divindade, se não possuímos ainda o conhecimento e o discernimento para qualificar a Deus, ao Criador, não resta-nos dúvida, porém, que o Amor dele emana, em toda sua pureza, em toda sua força, e isso nos foi trazido e exemplificado pelo seu mais excelso emissário, por aquele que foi enviado exatamente para colocar este sentimento acima de todos os outros, como fator relevante e determinante para a nossa vitória espiritual. Jesus Cristo foi o maior representante entre nós do Puro Amor, e teve como objetivo maior exatamente nos mostrar que todos, sem exceção, somos capazes de alcança-lo, de acordo com nossas forças, com nossos objetivos, com nossa vontade e determinação.     


A transformação da nossa sociedade para o bem, para que não mais nos vejamos enredados pelos sentimentos inferiores, pelo negativismo das paixões, pelos vícios, pelos crimes, passa necessariamente pela transformação individual.


Um sonho pode se tornar realizável a partir do momento que o definirmos como sendo nosso ideal de vida, quando buscamos a forma de realiza-los, enumerando as dificuldades, as necessidades, aquilo que está ao nosso alcance, e aquilo que deveremos lutar para conquistar, nos disciplinando para tal, traçando um plano, um projeto.


Não temos o poder de transformar nossa sociedade, não temos nem mesmo o poder de transformar o nosso vizinho ou ao nosso filho, mas temos o total poder de transformar a nós mesmos, a determinar quem somos, o que pensamos, o que sentimos.


Se não podemos fazer nascer o puro amor em nossa sociedade, temos plenas condições de fazê-lo brilhar e transcender dentro de nós mesmos. Nós comandamos nossas ações, nossas reações, assim como Jesus o fez, e assim como Ele determinou, deixando claro que era o Caminho, a Verdade e a Vida, e quem quisesse segui-lo, para tal, bastaria carregar a sua própria cruz.


Carregar a própria cruz não significa sofrer, mas sim, se esforçar ao máximo para atingir seus objetivos, Ele nos mostra que quem quiser pode atingir ao estágio espiritual que Ele atingiu, mas que para isso, tem que fazer como Ele, que um dia em seu passado evolutivo, em outras paragens, também precisou lutar, se esforçar, vencer a si mesmo, fazendo nascer dentro de si o Puro Amor, em sua essência, em sua plenitude, capaz de perdoar aos inimigos, aos adversários, de curar com um toque, de avaliar a personalidade dos que os rodeavam com um olhar.


Se não podemos transformar ninguém além de nós mesmos, poderemos, dentro de nossas limitações, influenciar, exemplificar, auxiliar, orientar, mostrar o caminho, desta forma, em vez de nos entregar ao desânimo, ao medo, ao ceticismo, em vez de acreditar que a vitória do bem e do amor é meramente uma ilusão, uma utopia, nos unamos àqueles que não param para questionar ou duvidar, para criticar ou julgar, façamos a nossa parte e sigamos em frente, alimentemos o bem em nossas ações, façamos expandir o amor que trazemos dentro de nós, passo a passo, conquista a conquista.


Por mais que não possamos ver, caminham ao nosso lado outros irmãos que nisso acreditam, que assim agem, a vitória do bem, por mais que exista a resistência, é inevitável, porque quem está no comando assim o quer.



Vamos entrar para essa frente de trabalho, vamos nos engajar nesta luta, vamos caminhar rumo a conquista, a vitória, ao Amor! 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

"Ambição"







O homem, mesmo que não perceba, é levado irresistivelmente para frente, para cima, para evoluir, para que não estagne, mantendo-se sempre em movimento constante, contínuo, ainda que lento, mesmo que em certos períodos de forma quase imperceptível, ele avança, principalmente no que se refere ao seu progresso intelectual e moral.

Através das mais diversas formas, se sente atraído, motivado, dominado por uma constante insatisfação com o que tem, antevendo intuitivamente ao que pode vir a ter, a conquistar, considerando sempre que pode ter mais, que poderá estar em melhores condições, buscando a princípio ao que lhe agrada ao tato, a praticidade, ao conforto, ao produtivo, ainda que na maioria das vezes, por seu atual estágio evolutivo, algo se perca nos excessos, liderando suas prioridades pela vaidade, pelo orgulho, pela ambição desvirtuada, pela cobiça, pela usura, e ainda assim, mesmo que de forma não ortodoxa, ele anseia por sua melhoria, e a ela busca, questionando a vida, crescendo, subindo, avançando.

Dentro desta lei natural da evolução humana, da evolução do nosso planeta, o objetivo cristão, espírita, não é fazer com que o homem se torne humilde ao ponto de não ambicionar, de não ansiar novos desafios, a melhoras individuais, mas sim, o de direcionar esta ambição, este desejo evolutivo, para a conquista definitiva dos reais valores da existência humana, da existência espiritual, os valores morais, os valores das forças positivas do universo, os valores do bem.

Todos nós podemos e devemos lutar para conquistar, no plano físico, o melhor para nós no que se refere ao conforto, ao equilíbrio financeiro, ao que nossa sociedade oferece de modernidade, de estabilidade, porém, de nada adiantará para nossa real evolução estas conquistas, se não agirmos com moralidade, com ética, com respeito, com sobriedade, com carinho, com bondade, com amor, não vinculando nosso desejo evolutivo apenas nas conquistas materiais, mas sim, moldando-as de acordo com os parâmetros que formam as conquistas espirituais, de acordo com os conceitos cristãos.

Podemos viver bem, materialmente, dentro das normas e padrões da nossa sociedade, mas sem nos deixar dominar por excessos.

Poderemos viver tranquilamente ter um iate ou uma bicicleta, mas temos que ter a consciência que não devemos, para nossa própria evolução, viver, em nenhuma hipótese, sem honestidade.

Poderemos morar em uma cobertura ou um barraco, mas de nada adiantará se em nosso coração não residir a humildade.

Poderemos ambicionar ser o todo poderoso do mundo dos negócios, ou termos um comércio no nosso bairro, mas não podemos nos conformar se para isso nos oferecem um caminho onde só esteja presente a má fé, o dolo, o crime.

Poderemos almejar e conquistar o que de mais alto a vida física pode nos oferecer, mas se não a condicionarmos no bem, não teremos uma base segura, e sem a estrutura básica de sustentação, a tendência de qualquer edifício, por mais belo que seja, é mais cedo ou mais tarde desmoronar, ruir, nos arrastando novamente para baixo.

Nossa ambição precisa, principalmente, estar direcionada para nossa evolução íntima, devemos ambicionar ser justos, bondosos, caridosos, tolerantes, pacientes, devemos ambicionar alcançar a posição daquele que perdoa naturalmente as ofensas, que compreende e aceita as diferenças, que não julga ao próximo, mas não se incomoda se estiver sendo julgado, que releva as dificuldades alheias, porque sabe que também constantemente precisa lutar para vencer e superar as suas, precisamos ambicionar atingir ao estágio daqueles que nos servem de exemplo, de parâmetro, por sua vida de lutas, de sacrifícios, de disciplina, de foco, de conquistas morais e espirituais.

Se o universo é infinito, também é infinita nossa capacidade de evoluir, de crescer, assim como também são infinitas as possibilidades de conhecimento, nos fazendo ver por nossa pequenez, o quanto ainda temos à percorrer, a adquirir, a acumular, das riquezas disponibilizadas pela bondade divina à todo aquele que não se conforma com o que tem, aquele que ambiciona sempre mais, sempre o melhor, o mais difícil, o que mais instiga, o que mais provoca e põe a prova sua capacidade intelectual, produtiva, realizadora.


Este crescimento, entretanto, se é naturalmente individual, dependendo basicamente da vontade e do esforço de cada um, tem por base fundamental o amor, e desta forma, torna-se também, elementarmente natural, que nos unamos para que auxiliemos uns aos outros nesta longa caminhada rumo a evolução, o mais forte amparando ao mais fraco, o mais capaz ao incapaz, o são ao enfermo, interligando a todos no mesmo objetivo, a perfeição, alavancando o todo, o coletivo, para que evoluamos continuamente, próximos, para que sejam mantidos os vínculos, e para que sejam formados outros, imersos neste Amor infinito que é Deus, como deve ser, como será.