quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Que seja no bem, que sejam do bem...






A perfeição é possível, e inerente a todos nós, filhos de Deus, seja qual for dos infinitos céus que formam o nosso Universo estejamos, ainda que muitos de nós a considerem utópica, baseados principalmente na imensurável e indefinida distância que dela estamos separados, tal o nível de inferioridade de desejos, de prioridades, de escolhas e ações que compõe a humanidade do nosso globo terrestre.


Se desejarmos considerar esta distância baseados em parâmetros mais próximos a realidade em que vivemos, basta avaliar o quanto ainda estamos distantes de nossos mentores e benfeitores espirituais, tal a notícia que deles temos através da extensa e rica literatura espírita, ou em contato direto com eles através dos contatos mediúnicos nas tarefas dos centros que frequentamos, onde vemos o discernimento, a paz, a bondade, o senso de justiça, o amor, nas elucidações que nos apresentam, nas soluções que nos trazem, na postura de pleno equilíbrio frente as mais complicadas situações, abrangendo suas ações ao maior números possível de irmãos envolvidos, estejam eles encarnados ou desencarnados, além da capacidade íntima de avaliar ações passadas, presentes e até mesmo futuras, como meios de locomoção, de expressão, de leitura situacional, que vai muito além dos nossos mais valorosos e sinceros esforços.


Conscientes, entretanto somos, ou deveríamos ser, do quanto ainda somos imperfeitos e carentes da noções básicas para encetarmos, de fato, a esta jornada evolutiva a qual todos estamos de igual maneira predestinados, haja visto que fomos criados em igualdade de condições e de possibilidades, onde cada um, desde seus primeiros passos, por seu livre arbítrio, escolhe para si os caminhos que o levará a esta condição de ascensão.


Presos ainda estamos aos mais rudimentares sentimentos inferiores, onde a inveja, a vaidade, o ciúme doentio, o egoísmo, o orgulho desmedido, a usura, a cobiça, a prepotência, o ódio, são preponderantes na maioria das escolhas que levamos a efeito durante nossa existência diária, mesmo que procuremos os esconder atrás de máscaras de civilidade, traídos quase sempre nos mais singelos gestos, nas mais banais posturas que apresentamos.


Ainda que já voltados ao bem, que não mais tenhamos o desejo de ninguém prejudicar, de voluntariamente tomar qualquer atitude desonesta, ilegal, que venha prejudicar ao próximo, a imperfeição que ainda vigora em nossa sociedade humana, leva a nos emaranharmos no cipoal de erros que acabam por prejudicar a nós mesmos, ainda que indiretamente repercutam no bem estar do próximo e da sociedade onde estamos inseridos, onde sentimentos como o medo, a dúvida, o pessimismo, a displicência, a preguiça, a leviandade, e, principalmente, a entrega a paixões degradantes e a vícios, onde os excessos de todos os tipos, acabam por nos afastar das melhores possibilidades de evolução e crescimento, tirando-nos do foco principal que deverá se basear sempre nas conquistas espirituais e intelectuais, voltadas ao bem e as infinitas possibilidades de atuação junto a evolução de nossa humanidade como um todo.


Essencial que estejamos engajados na luta não só pelo nosso melhoramento e a nossa transformação íntima, mas também, e em igual proporção, dentro de nossas forças e possibilidades, quanto ao melhoramento da nossa sociedade, sendo membro atuante na luta pelo desenvolvimento social, pelas melhores condições de vida para todas as classes, com oportunidades justas, e o mínimo de decência e respeito que todo ser humano merece para viver de forma produtiva.


Ninguém conseguirá ser plenamente realizado e feliz, no bem, se no leito ao lado estiver um irmão gemendo de dor e de sofrimento, mesmo que este nos seja desconhecido, pois se não há equilíbrio geral, de uma forma ou de outra, estaremos no meio do desequilíbrio, e seremos por ele afetados, independente do quanto já tenhamos conquistado.


Parâmetro Maior para essa conquista individual, indicaremos sempre ao Nosso Amado Mestre Jesus Cristo, seus exemplos, seus ensinamentos, sua postura frente as mais difíceis situações, até mesmo quando injustamente sofreu as maiores agressões e humilhações no calvário redentor, quando sempre se manteve equilibrado, justo, lúcido, quando nos motivou a agir com bondade, com caridade, com amor, frente a mulher culpada que iria ser legalmente apedrejada, quando nos trouxe a figura do samaritano e da pobre viúva como exemplos maiores de solidariedade e respeito, quando condicionou nossa vitória íntima ao perdão incondicional, não de sete, mas de setenta vezes sete, a não atirarmos nenhuma pedra se caso também já tivéssemos pecado, e muito pecamos, que nos reconciliássemos com nossos inimigos enquanto no caminho com eles estivermos, e, essencialmente, que carreguemos nossa própria cruz caso segui-Lo desejarmos.


Prioridades, cada um de nós deverá escolher e definir as suas, assim como, também, as escolhas e decisões que formarão sua existência diária, sabedores que, em nenhuma circunstância, poderemos fugir das consequências naturais que cada uma delas vir a gerar.


Ao plantar batatas, invariavelmente, colheremos batatas, por mais desculpas, justificativas, atenuantes, tentemos encontrar para não vir a colhê-las, sendo que só depois de muito esforço, de muito trabalho, de muita dedicação, poderemos revolver a terra para novo plantio, quando então, novamente, agora com mais experiência, caberá a cada um escolher e selecionar as novas sementes que irá fazer florescer.


Que seja no bem, que sejam do bem.




Que assim seja!                        

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