quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Tudo nos é permitido...




Disciplina, palavra fundamental para todo aquele que assume o compromisso de algo produzir, de algo adquirir, concentrando toda sua ação e toda sua atenção para o fim que almeja alcançar, ciente que a displicência, a invigilância, a desatenção, distorcerão os parâmetros a serem seguidos, tirando-lhe o foco, e fazendo com que, indevidamente, se afaste daquilo a que se propôs, estando fadado por este motivo, ao fracasso, parcial ou completo, ao realizar as tarefas que deveria leva-lo ao ideal proposto.



É inevitável, se não nos esforçarmos para algo conquistar, se não traçarmos as diretrizes básicas para este intento, se não as priorizarmos, que nos percamos no caminho, confundindo intenções com ações efetivas, transformando sonhos em ilusões, nos distanciando aos poucos, sem que disso percebamos, dos nossos planos, engolfados em dúvidas, receios, adiamentos, perdendo oportunidades e gerando dificuldades reais ou imaginárias.



Tudo nos é permitido, e quando equilibrados, possuímos o discernimento para não alçar voos maiores que permite a nossa capacidade, sabendo galgar degraus com precisão e constância, regularidade e disciplina, ainda que por vezes seja necessário conter a ansiedade, sabendo agir de acordo com as possibilidades, com os quadros que se apresentam, sabendo avaliar a hora de avançar, de recuar, de mudar os planos, de recomeçar ou levar a efeito um novo começo.



Assim devemos agir com todos os nossos objetivos, com nossos ideais, com aquilo que desejamos para nós, planejando, avaliando, agindo, de acordo com nossas possibilidades, nossas habilidades, buscando não desperdiçar tempo e energia com qualquer coisa que nos distraia, nos tire o foco, que faça com que venhamos a nos afastar, a não agir de acordo com que a situação exige, tudo isso claro, dependendo do grau de importância e relevância que a situação em si tem em nossa existência.



Assim devemos agir também, naturalmente, quando nos referirmos ao desejo, quando sincero e real, da nossa transformação espiritual para o bem, não nos deixando arrastar por nada que atrapalhe a nossa ascensão, cientes que nada conquistaremos de uma hora para outra, por um passe de mágica, já que as inferioridades que alimentamos em nosso íntimo já datam de muito tempo, de muitas vidas.



Em contrapartida, também não podemos em nenhum momento desanimar, nos entregar a lamentações, ao hábito de nos considerarmos destinados a ser de uma forma ou de outra, muitos até recaindo no erro de se considerar “assim mesmo”, de ter “nascido assim”, de seus pais “serem assim”, ignorando o fator básico que aqui estamos exatamente com o objetivo de evoluir, de nos renovar, deixando para trás o homem velho e nos revestindo de novas energias, novas habilidades, baseadas em novas perspectivas, atentos para aproveitar todas as oportunidades que a vida nos oferecer, assim como as que tivermos as condições de criar.



Um dos principais fatores que deveremos sempre levar em conta para que venhamos a evoluir como individualidade humana e eterna, é a razão principal que nos faz desejar atingir a um determinado objetivo, onde, se esta se baseia unicamente em necessidades materiais ou desejos inferiores, ligados às paixões humanas, dificilmente iremos, ainda que as conquistemos em sua plenitude, nos sentir bem, satisfeitos, motivados a empreendermos mais complexos aprendizados, mas relevantes tarefas, porque o anseio de acumular que muitos têm, vêm exatamente da insatisfação natural que o que tanto anseiam carrega em si, por ir contra os objetivos maiores que todos trazemos gravados dentro de nós, e que, insistentemente, por séculos, preferimos ignorar e menosprezar.



Valorosas são as conquistas materiais quando a elas não nos submetemos, quando as desejamos para nos dar o equilíbrio para vitórias inerentes a nossa elevação espiritual, sendo estas sim, a bagagem que nos irá acompanhar por nossa infinita jornada evolutiva, que poderemos levar por onde formos, estejamos aqui, no plano físico, em novas romagens, ou quando em ação na nossa verdadeira pátria, a espiritual.



Independente do que priorizarmos e desejarmos, sejam conquistas ligadas a matéria ou ao espírito, a base principal deverá ser sempre os conceitos cristãos, de amor e paz, de perdão e concórdia, de respeito e tolerância, de disciplina e humildade, de caridade e desenvolvimento intelectual, não desperdiçando tempo e energia com sentimentos e atitudes que em nada acrescentarão ao nosso espírito eterno, nada que seja ligado as paixões e aos vícios, aos sentimentos inferiores e degradantes, haja vista que, caso avaliemos com cuidado a nossa volta, dificilmente encontraremos o mais próximo que podemos chegar da felicidade nesse mundo de provas e expiações, junto aqueles que escolham para si o erro, o crime, a cobiça, a usura, a inveja, o egoísmo, o ciúme, a ambição desregrada e desmedida.



Tudo nos é permitido, saibamos escolher, saibamos priorizar, que seja sempre na paz do Nosso Senhor Jesus Cristo, seja qual for o caminho.




Que assim seja!        

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