sexta-feira, 28 de junho de 2019

“O fardo a carregar nunca será superior as nossas forças.”




Muitas vezes precisamos conviver com pessoas que de alguma forma tiram a nossa paz, o nosso equilíbrio, predominando sentimentos como a antipatia, o medo, o ódio, sejam elas do âmbito mais íntimo, como familiares, até mesmo sob o mesmo teto, ou os que fazem parte do nosso dia a dia em outras frentes de relacionamento, como no trabalho, no lazer, nas atividades comerciais, entre inúmeras outras circunstâncias onde somos chamados a enfrentar dentro das atividades normais da nossa sociedade.

Isso pode ocorrer por falta de afinidade espiritual, pura e simplesmente, ou por consequências naturais de relações conturbadas advindas de outras existências, quando ocupávamos posições de adversários, de algozes, de vítimas, onde a dor, o sofrimento, a mágoa, o ódio, a revolta, o ciúmes, entre tantos outros sentimentos inferiores predominavam entre nós e os nossos antagonistas.

Na primeira opção, isto é, quando a causa principal da antipatia se baseia na desarmonia da sintonia espiritual, para o espírita, quando este faz jus a personalidade cristã esperada para este título, mais fácil se faz que as barreiras sejam superadas, porque para que a harmonia prevaleça, basta que este seja tolerante, pacífico, humilde, propenso a compreensão e ao perdão, ao respeito pleno de qualquer diferença de postura ou de opinião que possa existir, mesmo se a outra parte seja resistente a uma boa convivência, porque como diz a própria sabedoria popular, quando um não quer dois não brigam, e o espírita nunca deve desejar brigar.

Da mesma forma, se torna evidente que maior será a dificuldade de entendimento quando a origem da incompatibilidade de sentimentos seja oriunda de uma ou mais encarnações passadas, principalmente, quando não houve o perdão, ou pelo menos a boa vontade de ambos em não reincidirem em qualquer tipo de hostilidade, não fazendo renascer antigas discórdias.

Fato é, se juntos estão, é porque ambos são capazes de se entenderem e harmonizarem, mesmo que para um ou para ambos seja difícil de assumir a postura necessária, porque se estão retornando com o objetivo de apararem as arestas de seu relacionamento, é porque esta possibilidade é real, dependendo unicamente da boa vontade e da disposição de encontrarem a paz.

O orgulho, a vaidade, o mal ainda predominando nas intenções, são os fatores que mais dificultam o ressarcimento das dívidas que possam existir nos relacionamentos, quando a ausência do sentimento cristão faz com que, por vezes, se tornem ainda mais graves os fatores que os levam a divergir, até mesmo aumentando dívidas, ou gerando a reversão de posições, onde antigas vítimas que não conseguiram perdoar se tornam os atuais algozes, e vice e versa.

A compreensão que somos todos falíveis, que não somos nem piores e nem melhores que nenhum irmão do caminho, que muito erramos e ainda muito iremos errar, que por vezes devemos desculpas, e em outras somos chamados a desculpar, nos leva a ponderar, a refletir, o quanto temos a crescer e evoluir se nos dispusermos a sermos nós a tomar a iniciativa do entendimento, quando a dificuldade para esta se apresentar, assumindo de forma definitiva nossa personalidade espírita, a conduta cristã, tornando-nos mais um ponto de luz a fortalecer a harmonia espiritual no bem que um dia deverá predominar na atmosfera de nosso planeta.

Não há justificativas para a guerra quando estamos na paz de consciência, quando nos esforçamos de forma disciplinada e enérgica para fazer nascer e expandir o amor divino que temos dentro de nós desde nossa criação.

Amar a Deus e ao próximo, como também a nós mesmos, esta é a Lei, e que ela se cumpra em nosso coração!

Que assim seja!        

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Rumo a mais altos voos!




Uma das principais lições que precisamos assimilar quando da nossa decisão de buscar a transformação espiritual para o bem, lutando contra e superando as nossas tendências inferiores alimentadas por séculos de inadequadas escolhas, é que o erro não nos é interdito, ou seja, precisamos ter a consciência que não somos seres infalíveis, e que o nosso caminhar ainda terá pela frente muitas errôneas ações e reações, sejam elas em nossas atitudes, em nossas palavras, ou mesmo apenas em nossos mais recônditos pensamentos.


Os mais conhecidos espíritos do bem que já passaram pelo plano físico do nosso planeta, com exceção do Nosso Mestre Jesus, erraram por inúmeras vezes durante sua trajetória terrestre, tendo que manter uma luta constante contra suas próprias imperfeições, ainda que suas intenções fossem boas e aparentemente baseadas na justiça divina.

Temos como um exemplo marcante o Apóstolo dos gentios do início da era cristã, Paulo de Tarso, que na juventude utilizou-se de toda sua intelectualidade e força como jovem rabino do judaísmo dominante, na perseguição implacável aos primeiros seguidores do Mestre Jesus, tendo cometido inúmeros crimes e injustiças, ainda que convicto estivesse em sua consciência ainda deturpada, que suas decisões estavam corretas.


Depois, Paulo, mesmo após ter sido diretamente confrontado na Estrada de Damasco pelo próprio Cristo Jesus do porque tanto o perseguia, o que fez com que mudasse totalmente sua postura e seu ideal de vida, passando a ser um dos pilares de sustentação no crescimento inicial da santa doutrina de Amor que o Mestre representava, ainda assim, por diversas vezes, se deixou levar por seu temperamento intempestivo e intimorato, exagerando em suas ações, cometendo erros, mas não deixando por eles se abater, aprendendo com eles, indo resoluto até o final de seus dias no ideal de vida que escolhera para si.


Assim precisamos ser em relação a inferioridade de sentimentos que ainda mantem-se viva e ativa dentro de nós, reconhecendo-a e mantendo uma luta acirrada para que não venhamos novamente a nos deixar por ela dominar, cientes que nem sempre sairemos vitoriosos, mas, sim, prontos para a corrigenda e o ressarcimento de tudo que nossos erros gerarem como consequência, para nós, para o próximo e para a coletividade onde vivermos.


Nossos defeitos, mesmo os mais graves, não podem se tornar elementos castradores e impeditivos de novas tentativas e ações, sendo, entretanto, de total relevância e importância, neste nosso processo de renovação, a intenção sincera que comanda a nossa personalidade, para que não venhamos a cair no inverso da situação, ou seja, que passemos a nos acomodar com o erro, até mesmo o utilizando como desculpa para novos e conscientes desvarios, nos escorando na possibilidade de corrigenda futura.


Só há sincera motivação evolutiva, quando os erros não são cometidos com consciência e intenção, mas, sim, quando visamos acertar, dentro dos conceitos do bem que poderemos sempre encontrar, tanto nos conceitos cristãos, como em sua continuação, nos preceitos espíritas.


A dúvida, o medo, o desânimo, o remorso destrutivo são fatores improdutivos e desnecessários, gerando um desperdício de tempo e de energia por parte daqueles que de alguma maneira os alimentam, principalmente, porque em nada mudam para melhor a situação, os mantendo estacionários e propensos a cometer erros ainda maiores, principalmente se, indevidamente, se entregarem a influências espirituais negativas por parte daqueles que interessados estão em se prevalecer em proveito próprio de seus estados emocionais enfermiços, sejam elas advindas de inimigos ou associados.


Importante para quem erra é saber que, não devendo a ninguém julgar, também tem para si, outorgado por Deus, o direito de ninguém julga-lo, a não ser o próprio Pai, que no caso é só amor, só compreensão, só tolerância, como o é, para todos os filhos, sem exceção.


Cada um de nós, tem apenas, ainda que não saiba, a própria consciência a controlar e julgar suas escolhas e atos, devendo sim, agir de forma rígida para que não mais venha a falir, ainda mais quando já tem a disposição para aprendizado as esperanças do Consolador Prometido pelo Mestre Jesus, o Espiritismo, que veio deixar claro e evidente, a continuidade e a eternidade da vida, e das infinitas oportunidades de reparação, aprendizado, trabalho e evolução.


Tenhamos força, boa vontade, fé, disciplina, e essencialmente, amor, para que continuemos firmes e seguros, ainda que erros sejam cometidos, rumo à mais altos voos, no caminho do Bem!


Que assim seja!  

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Saber ouvir e saber falar...





Uma das melhores formas de aprender e aproveitar todas as possibilidades que surjam para enriquecer nosso conhecimento, principalmente quando estamos recebendo informações de forma prática, através de exemplos, de situações, da expansão do ensino por parte de nossos mentores, professores, orientadores, é bem simples, e altamente eficaz quando utilizada: saber ouvir!

O “saber ouvir” implica um esforço de nossa parte, de autoeducação, de disciplina, ainda mais, pela necessidade de superar antigos hábitos, oriundos da falta de humildade, quando, buscando mostrar ou provar que não somos ignorantes, que somos intelectualizados, cultos, atualizados, geramos interferências, apartes, muitas das vezes, fugindo da lógica que está sendo exposta, fazendo com que, ao contrário do objetivo, nos afastemos do tema proposto, dificultando ainda mais sua compreensão e assimilação.

O correto, quando alguém direta ou indiretamente nos dirige a palavra, em uma conversação formal ou informal, em uma palestra, uma aula, uma exposição, é mantermos a mente aberta sobre o tema tratado, sem preconceitos, sem ideias preconcebidas ou conclusões precipitadas, ouvindo atentamente, concordando ou não, participando ou não da mesma opinião sobre o que nos está sendo passado, primeiramente, por respeito, por educação, e depois, para permitir que nosso interlocutor exponha tudo o que desejar de forma plena, pois, talvez, com o decorrer da argumentação, venhamos a mudar nossa forma de ver o que está sendo exposto ou que venhamos a entender melhor a sua posição, evitando, assim, agir de forma prepotente ou arrogante, ainda mesmo que tenhamos argumentos contrários poderosos ou que estejamos com a razão, já que a vida é um eterno aprendizado, e sempre podemos tirar algo positivo e construtivo de qualquer situação ou qualquer ensinamento ou orientação que queiram nos transmitir.

Precisamos nos manter atentos e concentrados quando desejamos apreender de fato o que nos querem informar, evitando ruídos desnecessários na comunicação, pensamentos ou respostas precipitadas, não se preocupando em buscar na nossa memória, enquanto falam conosco, exemplos e fatos similares que tenham acontecido conosco, porque, acabamos por focar apenas uma parte do que está sendo passado e terminamos por não mais prestar atenção na continuidade, desperdiçando, por vezes, preciosas oportunidades de aprendizado.

Quem sabe ouvir, de fato, tem mais facilidade de comunicação, de entendimento, de compreender, e também de se fazer compreendido, porque tende a tratar o assunto com mais equilíbrio, estando mais embasado, assimilando tudo com maior facilidade, aumentando sua capacidade de análise e discernimento, aproveitando o que é de positivo e descartando o que nada irá contribuir para seu melhoramento e evolução individual.

O “saber ouvir” é de fundamental importância para, além de enriquecermos nosso conhecimento, aprendermos também a utilizar a palavra de forma correta, produtiva, positiva, pois, ambos os fundamentos da comunicação, para serem devidamente aproveitados em nossa transformação espiritual, devem se basear na humildade, na sinceridade, no discernimento do bem e do mal, nos conceitos cristãos, não desperdiçando ao falarmos, ao interagirmos com nossos irmãos do caminho, nem o nosso tempo e nem o deles. Aquele que norteia sua existência no orgulho, na vaidade, na prepotência, no egoísmo, se trai exatamente através de suas palavras, de sua postura, na sua comunicação com as pessoas, mesmo que, por um período, consiga enganar, manipular, prejudicar, mais cedo ou mais tarde deixa entrever suas reais intenções, sua real personalidade, distante daquela que angariaria, além de amizades sinceras, a possibilidade de crescer, de se educar, de se tornar uma pessoa de bem.

A palavra é uma das principais ferramentas que o homem dispõe para realizar seus objetivos quando encarnado.

A palavra pode aliviar, incentivar, auxiliar, ensinar, motivar, esclarecer, solucionar, explicar, comover, confortar, entre tantas outras possibilidades de arrimo e engrandecimento espiritual, como também, infelizmente, pode machucar, magoar, ferir, manipular, derrotar, destruir, confundir, amedrontar, escandalizar, até mesmo matar, entre tantos outros males que a inferioridade humana ainda não aprendeu a controlar e expurgar de sua existência, tanto física como espiritual.

Temos na nossa história, antiga ou recente, inúmeros exemplos entre artistas, políticos, religiosos, que pelo poder de sua palavra, pelo poder que têm na formação de opiniões, levaram, e muitos ainda levam seus seguidores, seus discípulos, seus fãs, ao delírio, as guerras, ao fanatismo, a intransigência, a loucura, vítimas e alvos fáceis de seres inescrupulosos ou indevidamente esclarecidos, que por sua oratória, dominam e manipulam, interferindo de forma indevida nas suas escolhas e decisões, prejudicando o avanço evolutivo daqueles que foram iludidos por suas argumentações.

Mesmo todos tendo o livre-arbítrio, a capacidade de decidir e não aceitar, aquele que tem o dom da oratória, da manipulação das massas, torna-se sempre corresponsável por tudo que gerar com seu discurso, com seus conselhos, com o que sua índole priorizar de bom ou de ruim, vindo a assumir a responsabilidade pelos fatos gerados por sua influência, tendo no futuro, que viver as consequências, positivas ou negativas deles decorrentes, sempre de acordo com a bondade e a justiça divina.

A palavra é um dom divino para aquele que dela pode vir a realizar prodígios, por seu conteúdo, sua importância, levando o conhecimento, a Verdade do Cristo, seus conceitos, seus exemplos, seus ensinamentos, aquela que nos faz nos aproximar de quem amamos, de quem queremos auxiliar, de quem nos pode ajudar.

Não pensemos nela, na palavra, como uma arma nas mãos indevidas do crime, como os acusadores, os detratores, os caluniadores, os mentirosos a utilizam, e sim, como os anjos o fazem, os nossos mentores espirituais, nossos amigos, aqueles que levam através da mediunidade cristã, a palavra repleta de amor, de esperança, de companheirismo.

Pensemos na palavra como uma ferramenta de trabalho, que poderá sempre nos levar e nos trazer novos parâmetros, nossos ensinamentos, novas notícias, novos consolos.

Bendito seja sempre aquele que traz nas suas palavras o amor ensinado por Jesus, aquele que visa sempre o bem ao próximo e a compreensão de que Deus estará sempre em seu coração.




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quarta-feira, 27 de março de 2019

"Máximas de André Luiz - Os Mensageiros" (Máxima 38)





Máxima 38
“...no plano carnal, toda boca, santamente intencionada, pode prestar apreciáveis auxílios, notando-se, porém, que as bocas generosas e puras poderão distribuir auxílios divinos, transmitindo fluídos vitais de saúde e reconforto...”
Irmão Alfredo, Diretor do Posto.


“É um erro; a força magnética reside, sem dúvida, no homem, mas é aumentada pela ação dos Espíritos que ele chama em seu auxílio. Se magnetizas com o propósito de curar, por exemplo, e invocas um bom Espírito que se interessa por ti e pelo teu doente, ele aumenta a tua força e a tua vontade, dirige o teu fluido e lhe dá as qualidades necessárias.” – (LM, Cap. 14, Item 176)


Nunca podemos alegar, estejamos encarnados ou desencarnados, impossibilidade total, de servir, de trabalhar, de algo fazer em prol do próximo, em auxiliar de alguma forma a melhoria de nossa humanidade.
Por mais simples que sejam nossas intercessões no todo, no coletivo, sempre há algo a se fazer, sempre há algo a realizar, por menor que sejam as ações, todos podemos de alguma forma interceder em favor de alguém, auxiliando-o materialmente ou espiritualmente, bastando para isso boa vontade, disposição, amor.
Mesmo sobre um leito de hospital, impossibilitados de nos locomover, de frequentar outros lugares, de tomarmos atitudes mais efetivas, podemos de alguma forma fazer o bem, auxiliar, seja através do exemplo de coragem, de disposição, de fé, no enfrentamento da enfermidade, seja através de conselhos, de conversas sadias, de estímulo e esperança para companheiros de infortúnio que estejam em piores condições que nós, físicas ou psicológicas.
O espírita tem como lema, “fora da caridade não há salvação”, como tão bem Allan Kardec nos orientou em suas obras doutrinárias, e esta caridade, seja ela material ou espiritual, deve sempre ser baseada na mais pura moral cristã, que nos determina não saber a mão direita o que faz a esquerda, ou seja, ser praticada sem ostentação, sem notoriedade pessoal, com humildade, com simplicidade, com alegria, tornando-nos participes daqueles a quem direcionamos nosso auxílio, respeitando-os como irmãos do caminho e, acima de tudo, conscientes que se a eles estamos em condições de ajudar, outras circunstâncias existem ou existirão em que seremos nós os carentes de auxílio e que a bondade divina, através de benfeitores, também não nos deixará faltar arrimo.
O perdão sincero, o conselho salutar, o sorriso amigo, o silêncio de compreensão, a moeda, o prato de comida, o agasalho, o abraço, o ósculo de carinho, o aperto de mão, a atenção para o desabafo, para a confissão, tudo é caridade, tudo é amor, tudo é respeito, e todos nós, independente do que fazemos, do que possuímos, da nossa classe social, de nosso tempo disponível, de nossa saúde física, de nossa capacidade intelectual, poderemos entre tantas formas de amar ao próximo, algo fazer, do mais simples ao mais complexo, à favor daqueles que precisam de alguém que lhes de um pouco de amor, de atenção, de boa vontade.
A caridade do pensamento, não julgando, não questionando, não criticando e sim perdoando, compreendendo, emitindo forças positivas, salutares, melhorando o ambiente, o astral, a atmosfera que vivemos. A caridade das palavras, os conselhos, as orientações, os avisos, os ensinamentos, as críticas construtivas, o bom humor, as brincadeiras sadias. A caridade da ação, a física, a financeira, a material, da disponibilidade de tempo, de atenção.
Ser espírita, ser cristão, implica na obrigatoriedade benéfica e gratificante de sermos caridosos, de vivermos preocupados com as condições de vida do próximo, sejam eles íntimos ou irmãos do caminho que não conhecemos, mas, que buscam, como nós, algo que os fortaleça, que os oriente, que lhes de novas esperanças.
É dar sem se preocupar em receber, em ser reconhecido, em ser valorizado; é dar confiantes que estamos fazendo a coisa certa, independente que sejamos traídos, desprezados, mal compreendidos, desvalorizados; é dar e colocar nas mãos de Deus as consequências de nossas ações, cientes que somos instrumentos de uma força e de um bem maior.
É estar consciente que qualquer coisa que façamos em prol do próximo, não estamos só ajudando a ele, mas a nós mesmos, permitindo que benfeitores espirituais de nós se aproximem, nos secundando, nos fortalecendo, nos protegendo, para que cada vez mais possamos servir de instrumento para o bem, objetivo maior de todos nós.
Se hoje estamos dando um prato de comida para um morador de rua, um dia, no passado, em outra oportunidade cármica, também precisamos estender a mão em busca de ajuda, de solidariedade; também nossos olhos já brilharam de alegria por uma dádiva que recebemos em algum beco escuro, em alguma marquise, e mesmo no futuro, em outra existência, não estamos livres de também algo precisar, pois, talvez, nossas condições, não sejam tão boas como a atual.
É um ciclo, uma corrente, não há credores e nem devedores quando se trata de caridade, de auxílio, não estamos fazendo favor nenhum a ninguém, estamos apenas cumprindo a nossa parte para que tenhamos uma vida melhor, um mundo melhor e assim também será quando formos auxiliados por benfeitores, por irmãos de jornada em melhores condições que a nossa.
A gratidão, o respeito, o amor, o reconhecimento, é natural naquele que sabe dar valor àquilo que recebe; quem não sabe agradecer ainda distante está de saber o valor de servir, mas, não cabe a nós julga-lo e sim orar para que ele encontre o caminho da fraternidade que o levará a se solidarizar com todos aqueles que o auxiliam e a todos a quem, por sua vez, venha a ajudar.
Somos uma grande família, com o mesmo Pai, Nosso Amado Pai, que tudo faz para que seus filhos cresçam felizes e conscientes de suas responsabilidades. Sejamos bons, sejamos valorosos, sejamos merecedores desse amor, sempre.

sábado, 2 de março de 2019

Benfeitores espirituais...





Hercúleo é o esforço dos benfeitores espirituais para levar auxilio e estímulo aos sofredores e aos espíritos que insistem em trilhar o caminho do mal, aqueles que se entregam a desvarios, a paixões degradantes, aos sentimentos inferiores.

Os Espíritos Amigos, por mais que se esforcem, só conseguem agir e interagir a favor de seus tutelados, com a voluntária e efetiva adesão deles, única forma que possibilitará que consigam alcançar o êxito em seu objetivo de auxiliar, consequentemente, levando também a crescer e evoluir seu protegido, aquele que por muito tempo ficou arredio, teimoso, recalcitrante, incapaz de reconhecer o esforço e o desvelo que foi alvo em praticamente todo o período que durou seu afastamento do caminho do bem.

Mesmo que constantemente assistidos e auxiliados, significativo é o período que os espíritos afastados do bem, arredios, se deixam dominar pelo sarcasmo, pela ironia, pela hipocrisia, pala preguiça, pelo tédio, pela má vontade, por sua covardia, portando-se ante a ajuda como um revolucionário, um revoltado, escorando-se em uma falsa concepção de direito e de justiça, vindo até mesmo a ofender, e a tentar humilhar, aqueles que, pacientemente e amorosamente, esperam que se voltem para o bem, que aceitem o auxílio que lhes é dirigido.

Os espíritos do bem não se deixam influenciar pelos dramas particulares e problemas de seus tutelados, quando nas tarefas de auxílio, não sofrem junto com os enfermos e as vítimas, assim como não se irritam, ou julgam, àqueles que são duros e agressivos, perseguidores e renitentes.

Os benfeitores, simplesmente, trabalham e auxiliam dentro das possibilidades que lhes são apontadas, respeitando sempre o livre-arbítrio dos envolvidos, visando sempre, seja qual for a atitude e situação, o bem estar e a melhoria de todos, vítimas e algozes, bons ou maus, sadios ou enfermos, agindo de acordo com a necessidade cármica de cada um, sendo imparciais e amorosos, não prejulgando ou impondo opiniões pessoais ou verdades conceituais, deixando sempre o resultado final de suas ações e intercessões para Deus, que sabe sempre o que é melhor para cada um, ou seja, eles fazem sua parte e seguem adiante.

Todos podem aceitar o auxílio e a orientação dos benfeitores espirituais, da mesma forma que também podem rejeitá-los, e eles, independente da decisão e da escolha de seus tutelados, prosseguirão sempre próximos, tranquilos, pacíficos, não se deixando levar pelo orgulho ferido, pela vaidade, ao ponto de se sentirem rejeitados, ignorados, magoados, ao contrário, se sentirão mais motivados, buscando outras forma de ajudar, alterando os planos e as atitudes, de acordo com o caminho que for sendo tomado por seus protegidos, cientes que as consequências boas ou más, as vitórias ou as derrotas, as alegrias ou as tristezas, serão sempre respostas para aquilo que for criado e gerado por seus protegidos.

Nossos benfeitores espirituais nos amam e estarão sempre ao nosso lado deixando-nos escolher nosso próprio destino, não desperdiçando seu tempo e suas energias além do que se faz necessário, e caso nossa obstinação supere aos seus esforços, esperarão pacientemente, em outras tarefas, em outras frentes de trabalho, até que por nossa livre vontade, resolvamos deixar para trás os erros e os desatinos, e sinceramente, nos voltemos a Deus, na busca por nossa renovação para o bem.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Despertando...




Quando finalmente, após milenares vidas, chafurdados em vícios e erros, dependentes de nossas paixões inferiores, nós conseguimos começar a respirar novos ares, buscando através do esforço próprio um novo rumo, uma nova direção, abrindo nosso coração e nossa mente para os divinos e puros, ensinamentos e exemplos, que o Mestre Jesus nos legou, sentimo-nos, quando realmente sinceros nesta aspiração, nesta mudança que iniciamos a assumir em nossa jornada, felizes, estimulados, esperançosos, começando a prestar mais atenção à nossa volta, aos nossos irmãos do caminho, vendo-os com outros olhos, sob outro prisma, não mais enxergando adversários a serem vencidos, inimigos a serem combatidos; não os julgando mais pelos olhos da indiferença, do desprezo, do orgulho, e da vaidade.

Despertam dentro de nós novos sentimentos, novas perspectivas se descortinam a nossa frente, fazendo-nos aspirar ainda mais este mergulho nas verdades do bem, que sempre estiveram à nossa volta, e que até então estavam desconhecidas, devido ao nosso desinteresse pelo que de positivo elas trazem para o nosso crescimento e fortalecimento como individualidade.

Começamos a prestar mais atenção a pequenas coisas: uma criança, um idoso, um enfermo, um morador de rua. Começamos de forma mais incisiva a nos preocupar com as necessidades do próximo, suas limitações, com o que podemos fazer para ajuda-lo a ter uma vida mais saudável, mais alegre, mais livre de preocupações, ajudando-o com pequenas atitudes: uma palavra, um gesto amigo, uma orientação, um brinquedo, uma muda de roupa, uma cesta com alimentos, um livro, o apoio na locomoção.

São simples ações que não exigem fortunas ou posições superiores para ser levadas a efeito quando dispostos estivermos em contribuir para uma sociedade mais justa e produtiva.

Desta forma, aos poucos, quando engajados de fato no processo de nossa renovação, de nossa transformação espiritual, passamos a modificar também nossos hábitos, nossas atitudes, valorizando mais as coisas simples, pois estas passam a despertar em nós sentimentos mais adequados, mais límpidos e puros, a esta nova fase que se inicia em nossa existência física, quando buscamos nas forças do bem os subsídios para superarmos nossas ainda latentes imperfeições, aquelas que alimentamos por um longo período, nas pretéritas existências de erros e crimes.

Neste período, nossos gostos e preferências passam a acompanhar este processo transformativo, quando, por exemplo, não mais assistiremos a um filme que alimente violência, paixões degradantes, vícios, buscando aquele que traga uma mensagem positiva, que agregue e fortaleça os valores morais que a nossa sociedade moderna, temporariamente, relegou ao segundo plano, como a ética, a justiça, a honestidade, o desprendimento em prol de um ideal coletivo, e não apenas conquistas individuais e efêmeras.

Assim, passamos a ter um gosto mais refinado em tudo que compõe nossa luta diária e que nos traga, de alguma forma, informação e conhecimento, nos policiando mais na escolha dos livros que iremos ler, como também nas músicas que iremos ouvir, no teatro, nos programas televisivos, direcionando nossas escolhas de acordo com os conceitos do bem, do sentimento cristão, passando a ser nossos próprios censores quanto a qualidade do que assistimos, assim como também aqueles que vivam sob nossa dependência e arrimo, como aos nossos filhos, vindo com isso não só a enriquecer a nossa cultura, como também, não compactuar com os níveis de audiência de programas que só trazem o negativismo, a desagregação dos laços da amizade, do amor, da família, demonstrando aos responsáveis por sua produção que o caminho que escolheram para a conquista de seus objetivos precisa ser revisto e modificado, e isso só conseguiremos com a efetiva queda do nosso interesse para com o que nos está sendo oferecido.

Conquistar a nossa efetiva transformação espiritual para o bem, dentro dos parâmetros cristãos, é renascer, é recomeçar, é conquistar a verdadeira fé, aquela que se guia pela razão e não por dogmas impostos, é o crer por saber, por entender.

Rever conceitos, prioridades, necessidades, compreender o que, de fato, tem importância para nossa vida, valorizar os ganhos espirituais, o conhecimento, o estudo, o trabalho digno e honesto, visando conquistar os bens materiais para fazê-los frutificar, contribuindo com o todo, com nossos irmãos do caminho, para que não mais a dor, a fome, o frio, as doenças facilmente curáveis e tratáveis venham a ser motivo de sofrimento, de perdas irreparáveis, de separação de entes queridos.

Nossa transformação para ser real deve passar pela paz, pelo amor, pelo perdão, pela tolerância, pelo respeito, pela fraternidade, pelo não preconceito, deve nascer de nosso íntimo, despertando os mais belos sentimentos que trazemos guardados dentro de nós desde nossa criação e que só esperam que consigamos acessa-los para expor o nosso melhor, aquilo que podemos produzir, que podemos agregar ao nosso mundo, passando a fazer parte efetiva da tão necessária renovação para o bem que a nossa sociedade terrestre tanto aspira.

Que assim seja!  


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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

A Felicidade está ao alcance de todos!




A felicidade está ao alcance de todos!

Frase bastante conhecida de todos nós, que dia a dia, lutamos para conquistar nossos sonhos, realizar nossos planos, superar nossas dificuldades e estar em paz, dependendo também para isso, que todos aqueles a quem amamos também o estejam.

Abraçamos a Doutrina Espírita como farol a iluminar ao nosso caminho, principalmente, porque ela fez com que reencontrássemos ao Mestre Jesus em toda sua essência e pureza, longe de dogmas, de rituais, de obrigações, nos fazendo ver que o Amor, quando bem compreendido, basta para que tudo o mais seja mera consequência a ser revista, reconstruída, renovada, transformada.

Quem ama como o Cristo dispensa da necessidade de perdoar ofensas, pois, não se melindra, não se magoa.

Quem ama como o Cristo não julga a ninguém, porque sabe que também é devedor da Lei Divina, seja nesta mesma existência, ou em pretéritas oportunidades reencarnatórias.

Quem ama como o Cristo não tem nenhum tipo de preconceito, porque entende todas as diferenças, seja de credo, de raça, social, política, desportiva, de preferência sexual, tendo dentro de si o respeito a tudo e a todos.

Quem ama como o Cristo carrega a sua própria cruz, a sua própria dor quando esta se faz presente, seja vinda de si ou de seus entes amados, encarando problemas, fracassos, enfermidades, traições, desilusões, de cabeça erguida e olhar confiante, porque sabe que o Pai Maior nunca, em nenhuma instância, dá aos seus filhos um fardo que seja superior as suas forças.

Quem ama como o Cristo sabe que sua vida é eterna, que seu Reino de Paz e de Amor é a todos franqueado, pois, prometeu Ele que nenhuma ovelha de seu rebanho ficará de fora do redil.

Por estes motivos e infinitos outros, é que a felicidade está sim ao alcance de todos, e para isso basta amar, basta crer, basta viver como o Cristo, em seu coração, em cada segundo de sua sagrada existência planetária.

Um feliz ano a todos nós!

Que assim seja!